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Acordo de Paz deve encerrar Guerra da Coreia após 65 anos

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Já era sexta-feira, na Zona Desmilitarizada que separa as duas Coreias, quando o ditador do Norte, Kim Jong-un, e o presidente do Sul, Moon Jae-in, assinaram a Declaração de Panmunjom pela Paz, Prosperidade e Unificação da Península Coreana. Houve inúmeros encontros durante os últimos meses e uma longa conversa em público, depois em particular, entre os dois chefes de Estado, mais cedo. “O Sul e o Norte concordam em encerrar todas as hostilidades de um contra o outro”, afirma um trecho. “O Sul e o Norte vão cooperar de forma ativa para estabelecer um regime de paz permanente na Península.” Ainda este ano, 65 anos após declaração do armistício, a Guerra da Coreia deve chegar a um fim oficial.

Horas antes, Kim Jong-un abriu um sorriso e foi a pé encontrar-se na linha de fronteira com Moon Jae-in. Era a primeira vez que os dois homens se encontravam. Com o degrau que demarca a linha entre os dois países entre eles, cumprimentaram-se e trocaram palavras. “Vim encerrar nossa história de confrontos”, disse Kim. Moon fez então um gesto com a mão o convidando a cruzar a linha. Ele o fez mas, antes que andassem à frente, retribuiu o gesto sugerindo a seu par que também colocasse os pés no outro país. Diplomatas e jornalistas riram, depois aplaudiram. Os dois chefes de Estado foram à Coreia do Norte para então retornar à do Sul, ambos de mãos dadas. Em vídeo.

Moon se vê como um mediador entre Kim e o presidente americano Donald Trump. O encontro dos dois deve acontecer em junho, possivelmente na Cingapura. A expectativa do líder sul-coreano é de que a Coreia do Norte vá sendo beneficiada com incentivos conforme vá cedendo seu arsenal nuclear. Os americanos, por enquanto, exigem desarmamento total antes de os benefícios aparecerem. (New York Times)

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